Vitória Sustentável, o blog que traz as informações sustentável para a cidade de Vitória. Traz também muitas informações referentes a bicicleta em Vitória.
Você sabia que existem luzes traseira de bicicleta que tem agora um radar que mede velocidades de carro? Tem pelo menos dois modelos: o Magene L508 Radar Tail Light e o Garmin Varia Radar.
Coloco aqui um printscreen deste vídeo mostrando a posição do veículo no garmin (04:46 no vídeo)!
O barato é que você pode configurar seu garmin que permite essa visualizações dos carros aproximando-se para fazer o upload de um arquivo no site mybiketraffic.com. Esse site recupera os dados de aproximações e velocidade de todos os carros que ficam registradas lá! Dá para ver se os carros desaceleraram ao ultrapassar, por exemplo. Nada melhor para ver do que uma imagem (07:09 no vídeo).
O professor da Universidade Samford que fez esse projeto, teve um acidente que o motivou para desenvolver este projeto. É um lindo projeto que pode receber doações neste link (https://www.mybiketraffic.com/donate).
Eu achei genial! A gente não quer ter acidente, a gente toma todas as providência possíveis para evitar acidente. Só digo que se todo mundo tivesse esse sistema, em caso de atropelamento, seria possível ter dados a respeito da aproximação do carro.
Faz algum tempo que penso em escrever sobre educação na perspectiva humanista. De fato, vejo muita gente da área de educação, seja professores, professores de creche e mesmo pesquisadores, revistas sobre educação de bebê mas muito pouco se discute na perspectiva humanista no Brasil e ainda menos se age conforme essa perspectiva. Parece que a palavra OBEDECER é tudo que precisa. Quando não for "obedecer" aparece um "OBEDECE"! Parece obstinação. Quando ouço "OBEDECER" entendo principalmente EMBURRECER. Consiste em pensar que queremos que a crinaça ou o bebê faça algo socialmente aceitável IMEDIATAMENTE e sem ENTENDER NADA! Tem mais a ver com a PRESSA dos pais DE FICAR BEM do que com EDUCAR os filhos. Não nego que o bem-estar dos pais seja necessário.
Quando se fala da educação dos filhos, muita gente acredita que o que importa é o filho obedecer. Evidentemente numa perspectiva comportamentalista, não precisa-se analisar muitas coisas e nem saber como funciona ou se isso contribui de maneira saudável a construção mental de um bebê ou uma criança. Tudo é simplificado e faz sentido para muita gente. É o "bom senso" que todo mundo tem em pquantidade iguais como escreveu Descartes.
Infelizmente, é um grande erro.
Nesse primeiro artigo sobre humanismo recomendo aos pais ou futuros pais a ler o livro de A EFICÁCIA NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS de Thomas Gordon que avalia a crença popular de que as crianças precisam de ser disciplinadas pelos pais e professores. Ele analise que nos livros publicados pelos defensores da disciplina, existem contradições, erros semânticos. Ele analise e aprofunda o sentido dos termos DISCIPLINA, AUTORIDADE, PODER e CONTROLO. Ele explique detalhadamente os problemas relacionados com punição e a recompensa que são ineficazes e potencialmente perigosas para a saúde física e mental das crianças. Finalmente, e tendo como base estudos, ele propõe propostas alternativas à disciplina das crianças. Estas incluem MÉTODOS que encorajam a PARTICIPAÇÃO das crianças no estabelecimento de REGRAS no seio da família e na escola, métodos que motivam as crianças a RESOLVER os SEUS PROBLEMAS e a controlarem o seu comportamento em consideração pelas necessidades dos outros, e ainda propõe um método de resolução dos conflitos adulto-criança, que não se baseia na abordagem tradicional de autoridade dos pais, de forma a que nenhuma das partes envolvidas perca.
Thomas Gordon tem influência Rogeriana, tal como a Comunicação Não Violenta mas, curiosamente, me parece muito ausente do Brasil. Infelizmente o Brasil é ainda MUITO comportamentalista, a gente vê isso, por exemplo, na própria revista Crescer. Desde jovem muitos brasileiros aprendem a se submeter a educação autoritária o que obviamente os prepara a aceitar outros autoritarismos exceto se conseguem "sobreviver" ao autoritarismo dos pais que evidentemente tem diversos graus de intensidade....
Faz tempo que eu queria compartilhar algo sobre bebê no blog pois percebi que muitos problemas da sociedade tem suas fontes na educação dos pais e isso começa desde muito cedo!
Escrevi esse texto em reação a esse texto, disponível no facebook:
Nesse texto, a gente vê o que é o mais comum e mais triste. A criança desrespeitada. A criança que não é uma pessoa. A criança que deve ser perfeita. O pai que bate mas que queria que o filho não bata o irmão. Violência e arbitrariedade. É claro o estresse é um fator a corrida atrás do tempo perdido é um outro fator que tende a fazer os pais terem esses comportamentos nocivos como o texto ressalta. A gente queria a criança pronta, já adulta desde o início mas não é assim.
A birra é de quem?
O que quero acrescentar nesse texto e que a cultura nos orientar a pensar que o bebê faz birras, e quase todo mundo fale aos jovens pais que tem que dar limite, que tem que ser autoritário mas as pessoas evitam essa palavra, autoritária, pois ela incomoda mas é isso que é autoritarismo!
Esses comportamentos autoritários além de ser um espelho dos problemas dos pais, também são reflexos de uma cultura milenária de educação autoritária que nega direitos de crianças. As pessoas falam que precisa ser autoritário. Alguns são confusas, tem que ser gentil e autoritário. O que a gente não houve. "As crianças fazem birras, não pode deixar" etc...
Assisti alguns dias atrás, no programa da Fátima Bernardes uma discussão sobre educação dos filhosque prometia ser interessante mas infelizmente percebi que não foram convidados nenhuma pessoa saindo do "autoritarismo bacana", do "por limites", enquanto poderiam ter falado de filosofias humanistas, da comunicação não violenta de Marshall Rosenberg, da autodisciplina de Thomas Gordon etc.. E assim um belo dia veio a felicidade de estar a chegar nosso primeiro filho e agente começa a ler um pouco sobre educação dos filhos pois a gente quer saber um pouco mais e surpresa! A gente descobre que tudo que sabemos está errado. A gente não precisa ler um pouco. A gente precisa ler muito! A gente descobre as abordagens humanistas e a gente não quer mais fazer como "todo mundo" faz. A gente lê mais livros, se documenta. A gente reflete sobre muita coisa sobre o que se chama de birra: É quando o bebê não quer fazer o que o adulto quer? Então, isso significa que o adulto quer algo que o bebê "não quer"? Onde está a birra? A birra é da criança ou do adulto? Se tem birras de bebês, então deve ter birras de adultos!
As neurociências nos ajudam a entender melhor os bebês
Pois bem, se a gente tem a sorte de ler sobre neurociência e bebê como eu, a gente descobre que os bebês não podem inibir as vontades deles porque não desenvolveram o cortex pré-frontal. O local onde acontece o controle executivo https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3rtex_pr%C3%A9-frontal. Pois bem até 3 e mesmo 5 anos o seu desenvolvimento é muito limitado e justamente e ali que pode acontecer o controle das emoções. Quando a gente sabe isso, a gente entende muito mais as crises dos bebês. Eles não têm capacidade cognitiva para inibir ou frear suas emoções! Nesse mesmo local do cérebro, o córtex pré-frontal acontecem as aprendizagens de coisas novas, não intuitivas. O neurocientista Olivier Houdé, as vezes chamado de Piaget do século XXI, fala em pedagogia do córtex pré-frontal!
E quem bate não só é covarde e violento e além de não desenvolver a inteligência dos seus filhos, também gera neles cortisol, o hormônio do estresse que inibe a formação de mielina em volta dos neurônios. A camada de mielina é o que permite aumentar a velocidade de propagação dos impulsos nervosos. A velocidade pode aumentar de um fator 100!!!
Se para ser bons pais, não podemos ser autoritário, tão pouco temos que ser permissivos. Então o que fazer? Parece que as pessoas não sabem! Eu também não sabia e precisei ler. Não encontrei ninguém que sabia como educar democraticamente sem ser permissivo.
Como ser democrático sem ser permissivo?
Muitos param ali. Pois bem, não vamos parar ali! Existem as abordagens democrática como a comunicação não violenta e a autodisciplina de Thomas Gordon que não são muito diferente da disciplina positiva explicado no texto compartilhado acima. Existem técnicas nas quais muito depende da comunicação mas é claro depende de uma filosofia humanista erdada principalmente de Carl Rogers. As técnicas podem ser aprendidas mesmo se não é fácil (estou aprendendo ainda!). Eu estou lendo agora meu terceiro livro de Thomas Gordon sobre o assunto. Ele tem bastante semelhança com a disciplina positiva mas está menos no moda no Brasil que a disciplina positiva!
Essas diversas abordagens de educação democrática nos orientam a expressar nossos sentimentos subjacentes. Vou apresentar brevemente algumas ideias de Thomas Gordon. Tem que reconhecer de quem é o problema quando houver.
De quem é o problema?
O problema é do pai? Do filho? Se a criança irrita o pai que assista um programa de televisão, o problema é de quem? Do pai ou da criança? Do pai! Pois é ele que está incomodado naquele momento. Então nesse caso tem uma técnica. Compartilhar seus sentimentos. A criança volta da escola muito triste. O problema é da criança, aí tem que usar o que Thomas Gordon chama de escuta ativa para ajudar a criança a identificar o sentimento que a levou a essa tristeza. Muitas vezes isso é suficiente para a criança resolver seu problema. As vezes tem conflitos entre pais e criança etc, e tem uma técnica de resolução sem perdedores enquanto geralmente só se considere classicamente duas abordagens, a autoritária, quando os pais ganham e o filho perde ou a permissiva quando os filhos ganham e os pais perdem mas a vida é cheia de conflito tem soluções muito melhores do que as soluções um ganha e o outro perde.
Passar dos livros para a vida não é fácil. Desafio! Não aprendemos a reconhecer nosso sentimentos e ainda menos a compartilhar eles mas isso faz parte do processo. Além disso raramente aprendemos a escutar os outros mas isso é fundamental! Estou nesse caminho.
Amanhã, 22 de setembro, no dia mundial sem carro, vai acontecer uma grande première mundial na Grande Vitória. Além de ser "sem carro", o dia será também "sem ônibus". Segundo o diretor geral da a Organização dos Municípios Unidos da Grande Vitória (OMU-GV), , não há necessidade de ônibus nas ruas pois já temos suficientemente poluição com o pó preto. Temos empresas especializadas em poluição que nos abastecem diariamente sem interrupção. Somos autossuficiente em poluição. Isso já é suficiente para inviabilizar a saúde pública na região metropolitana. Assim, decidimos numa assembleia excepcional da OMU de organizar o dia mundial sem carro e sem ônibus. De fato, os ônibus são conhecidos para emitir um pó preto mas a eficiência é muito inferior comparado com as empresas especializadas.
Devido ao excesso de ciclistas, implantamos outras medidas inovadoras. Em particular eu queria destacar a tinta escorregadia nas ciclovias. Ela é optimizada para fazer cair os ciclistas mais experientes e mais apaixonados que continuam pedalando até nos dias de chuva. A técnica é simples, basta fazer uma camada extremamente lisa de tinta afim de haver a menor quantidade de asperidades pois estes asperidades costuma permitir a fina camada de lama misturada com pó preto de se acumular neles e dar aderência a ciclovia. Já tivemos muitos resultados. Muitos caíram. Além disso como é ridículo cair, a maioria dos ciclistas que caíram ficam calado de medo de gozação de amigos. Conseguimos uma tinta que faz até cair quem usa mountain bike! Um dos problemas atuais é que após alguns tempo a tinta começa a ficar menos escorregadia. Em paralelo disso, fomos recentemente obrigado a aplicar um pó de vidro misturado com a tinta sob pressão do Mistério Público de Aparato Santo. Felizmente, sabemos que após algum tempo, as esferas somem e a tinta volta a ser escorregadia.
Também trabalhamos a mobilidade num outro eixo. Os pedestre. Percebemos que as pessoas moravam cada vez mais longe de casa e não conseguiam mais ir para o trabalho a pé. Um estudo aprofundado mostrou que os pedestres da OMU-GV, andavam muito devagar e isto era a razão para termos tão poucos pedestres nas ruas da Grande Vitória. A medida inovadora que implantamos foi a redução dos tempos de sinais dos pedestres, forçando eles a correr para atravessar as ruas. Com isso tivemos um aumento significativa da velocidade média dos pedestres. Esperamos que ao se deslocar mais rapidamente, os pedestres cheguem mais rapidamente no seu destino assim não desistem desse modal. A diminuição dos tempos de sinais dos pedestres é um projeto em andamento. A cada ano tentamos diminuir o sinal de tempo de 30%. Além disso acrescentamos um indicador de tempo nos sinais para que os pedestres possam avaliar seus progressos.
Outras notícias: o sindicatos dos motorista de carro, explica o motivo da greve dos motoristas de carro. Estes pedem gasolina menos poluente pois querem poluir tão pouco quanto os ciclistas...
Isto é o bilhete humorístico do Blog Vitória Sustentável. Achamos que ter um único dia da mentira por ano é longe de ser suficiente e decidimos fazer esse bilhete para o dia mundia sem carro. Bom dia mundial sem carro a todos! :-)
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
"Quando acontece, a gente lembra de todos os ciclistas mortos, atropelados por ônibus. No retrovisor, eu vi o ônibus chegando rápido demais e sem se afastar suficientemente do meio-fio para me ultrapassar. Fiz uma manobra, me afastando um pouco do meio fio, fazendo uma onda rápida, para ver a reação do motorista. Só recebi buzina. Ele não desviou e nem desacelerou. Sabia o que aconteceria. Ele continuou no mesmo rumo. Tirou imediatamente a fina dele num local com meio-fio alto onde eu não tinha escapatório nenhum. Depois voltem do além. Não morri. Vi desfilar minha vida e gritei tanto. Como poderia um homem ser tão inconsciente ou tão insensível. Como uma pessoa pode não respeitar a vida. Para respeitar as tabelas e horários apertados? Não sei. Nunca saberei. Disso tudo, afinal de conta só sobrou uma foto. De um ônibus. O 707 e um horário gravado no meu celular. 18 de setembro, 17H09. Pois esta violência é comum, muito comum. Quando ele não mata de vez o ciclistas, ela mata a sua alma pouco a pouco. Essa violência repetida que tende a acontecer uma vez por semana, nesse trecho, entre o Terminal de Itacibá e a travessia dos trilhos. E ela aconteça em vários outros locais e todos dias vários ciclistas sofrem dessa violência silenciosa, sem justiça, sem prova, sem perspectiva de melhoria num futuro próximo. Em alguns anos nada mudou. O perigo é o mesmo. Essa violência é quase normal. O motorista nunca pede desculpas. Não entende. Não sabe. Os passageiros também prefiram não intervir em favor da vida. A morte do ciclistas não seria
normal para eles também? Não me conforme. Como poderia ser assim?"
"Dessa violência só sobrou uma foto"
Recebemos este um relato de um ciclista que sofreu várias vezes de situações muito perigosas no mesmo trecho. Que mostramos abaixo num mapa. Na grande maioria dos casos o problema acontece com motoristas de ônibus. Mas diz ele que também aconteceu algumas vezes com caminhão de lixo no mesmo trecho. Em paralelo recebemos recentemente a notícia de que os motoristas de ônibus receberão treinamento para preservar a vida dos ciclistas na Grande Vitória. De fato, esse motoristas precisa muito fazer esse treinamento. Esperamos que logo este motorista melhore, não coloque mais em situação de perigo e estresse intenso nenhum ciclistas. Vamos preservara vida! O mapa abaixo mostre o local onde aconteceu e, próximo a ele, um outro local, na Rodovia José Sette, logo depois do terminal Itacibá, onde os motoristas costumam correr exageradamente e tirar finas inconscientes e perigosas. E você sofreu problema com algum ônibus hoje? Qual? Aonde?
Trechos onde ocorrem situações de perigos repetidamente
Map data (c) OpenStreetMap contributors, CC-BY-SA
Percebi rapidamente, na minha simples condição de ciclista urbano que excluir é uma coisa muito "normal". Senti isso na minha própria pele. Isso foi bom, me permitiu enxergar coisas que talvez nunca teria percebido na minha confortável França. Obrigado por isso a todos aqueles que me ajudaram nisso!
A lógica é simples. Ciclistas não podem andar nas ruas. Isso é aceito por muitos. É a desculpa para dizer que quando um ciclista morre, isso era normal. O Estado de Direito não existe a princípio para ciclistas mas pode haver exceção caso este pertencer a uma classe (suficientemente) "alta". Lembramos o caso de um executivo que comoveu o Brasil. Nesse caso a morte pode se tornar triste e inaceitável. Nesse caso o estado de exceção pode não se aplicar, a critério.
Quem manda nessas definições é a mídia que trabalha com a colaboração plena da
opinião pública.
Se, ao contrário, o ciclista atropelado se encontra na condição de "pobre", caso a morte dele acontecer, esta será, no melhor dos casos, socialmente aceita como algo normal, e, no pior dos casos, o ciclista chegará mesmo a ser culpado da sua própria morte sem verificação mesmo havendo grupos de inconformados, o "pessoal dos direitos humanos" ou os cicloativistas, por exemplo. Nesse caso, não é geralmente considerado mesmo necessário haver inquérito para verificar se o motorista errou, mesmo se este andava em altíssima velocidade ou a menos de 1,5 metros do ciclista, pois a culpa do ciclistas já é socialmente aceita automaticamente com o apoio da mídia. É o estado de execeção para o pobre ciclista.
Essa minha experiência de não garantia dos meus direitos individuais como ciclista urbano é longe de ser a pior das exclusão no Brasil, mas ela é uma caraterística de algo comum. Aqui os excluídos do estado de direito inclui em primeiro lugar os pobres. Isso já erra bem estabelecido antes de eu chegar no Brasil. Nos últimos anos, começou a se desenvolver um outro "inimigo interno", para o qual o estado de direito também não se aplica.
Atenção! Vocês, não poderão dizer que não sabiam o que estava acontecendo no Brasil! Aconselho a leitura desse artigo para entender mais sobre exclusão, estado de direito no Brasil e no mundo. Como não lembrar de momento
Começou alguns anos atrás. Peguei coragem para fazer a primeira travessia sustentável de Vitória, pedalando até meu trabalho em Cariacica. Foi assim que nasceu o Blog. Lutei muito para ver melhorias para os ciclistas. Cheguei até em falar em traffic calming no bairro Jardim Camburi. Isso era realmente pensar ao contrário! As pessoas querem mais espaços para os carros!
Compartilhei rotas mais seguras para ciclistas no Jardim Camburi, perto do Alvares Cabral e no Centro. Cheguei até em montar um mapa dessas rotas alternativas que hoje se encontram no mapa do Estado. Cheguei até a defender a implantação da ciclovia na Terceira Ponte que foi a proposta mais votada no orçamento popular do Estado!
Chegamos até a ter a ciclovia do Centro de Vitória construída, porém os ônibus ainda continuam ameaçando a vida dos ciclistas. Tomei portanto a decisão sábia de vender todas as minhas bicicletas e usar um meio de transporte mais seguro, o carro. Decidi voltar ao sedentarismo integral. O único item relacionado a bicicleta que guardei em nostalgia é o capacete que usarei doravante como motorista pois ele traz mais segurança para o motorista em caso de acidente.
Eu agradeço a todos os leitores do Blog pelos anos de convívios. Foi muito bom ter a companhia de vocês. Infelizmente o conservadorismo da sociedade, o conservadorismo na política tiveram razão das minhas utopias. As utopias não são para hoje ao contrário do que defende Chris Carlsson no seu livro Nowtopia que foi lançado no Brasil um ano atrás em Porto Alegre. Vamos deixar elas para a próxima gerações e curtir a vida. Chega de pensar no nosso planeta. Na próxima semana vou apagar o blog inteiro para evitar que outros encontrem ideias sustentáveis demais. Penso em abrir um novo blog mas ainda não decidi o nome. Estou pensando em Vitória insustentável, Vitória de carro é melhor, Carroativista Vitória. Espero as sugestões dos leitores para o nome do futuro blog!
Na última sexta-feira, o Governo de Estado entregou o mapa das Ciclorrotas aos cidadãos da Grande Vitória.
Essas rotas foram disponibilizada em versão papel mas são também disponíveis no site do Instituto Jones Santos Neves nesse link: http://www.ijsn.es.gov.br/Sitio/index.php?option=com_content&view=article&id=4171&Itemid=357. A gente encontra nessa página um link para o mapa das ciclorrotas em formato kml (abre no Google Earth)ou em pdf (arquivo pesado!).
página das ciclorrotas no site do Instituto Jones Santos Neves
A Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas do Espírito Santo (SETOP) coordenou as ações e reuniu vários ciclistas, do movimento Ciclistas Urbanos Capixabas, da Federação de Ciclismo, o Ciclista Capixaba e eu, Emmanuel, do Blog Vitória Sustentável e várias pessoas do Instituto Jones Santos Neves.
De fato, comecei a conhecer o conceito de ciclorrotas, na prática, depois de começar a atravessar a cidade de Vitória de bicicleta para ir trabalhar em Cariacica em junho de 2010. Um colega de trabalho, Aroldo, me falou de algumas rotas alternativas, em particular, em Bento Ferreira, a rua Chafic Murad muito usado pelos ciclistas (na frente da sede do jornal a Gazeta). Testei a rota e logo aprovei. Depois comecei um projeto de mapeamento de ciclorrotas que ampliou-se com a ajuda de Ricardo Mendes que vem melhorar o sistema de apresentação e atualização da ciclorrotas disponível na internet (link).
Essas rotas consistem em ruas onde a segurança e o conforto dos ciclistas é maximizado, voltando ao sonho de uma cidade antiga e já esquecida onde se tinha uma maioria de ciclista, menos poluição etc...
As caraterísticas dessa ruas são várias. Por ordem decrescente de importância, eu diria:
1) menor velocidade dos carros (idealmente 30 km/h ou menor que 40 km/h se for possível), 2) baixo fluxo de carro (menos poluição, facilidade de ultrapassagem do ciclista, menos conflitos),
3) maior largura das pistas, idealmente para comportar um ciclista, e um carro e uma distância de segurança, 5) arborização ou sombreamento da rua, 6) pavimentação da rua compatível com todos os tipos de bicicletas como as urbanas com pneu um pouco mais finos e não só as mountain bike,
7) baixa inclinação...
Olhem a linda notícia que acabo de aparecer na minha timeline! A Glória vai ter uma rua de pedestre! Só conheço até agora a rua Sete no Centro de Vitória.Vai ser a segunda rua de pedestre da Grande Vitória? Obviamente não incluí a rua 24 horas do Triângulo das Bermudas que sempre tem carros.
Resgatei também um artigo da folha Vitória ("moradores de Jardim Camburi discutem mudancas no trânsito") que menciona uma possível rua de pedestres na Ranulpho Barbosa. É aquela rua curiosa que percorre o bairro em diagonal. Alguém sabe dizer qual era o projeto? Onde ficaria a rua de pedestres nessa rua?
Alguém sabe de outros projetos de ruas de Pedestres na Grande Vitória?
O bairro Jardim Camburi era um dos bairro mais fácil para se deslocar de bicicletas por ter várias ruas pequenas com baixo fluxo de carro e onde a maioria dos carros costumavam andar em baixa velocidade. Nada melhor para implantar ciclorrotas!
Infelizmente, o projeto de binárias que será implantao prevê somente o remanejamento do fluxo dos carros. Nenhuma ampliação de calçada prevista. Nenhuma ciclovia dentro do bairro, exceto uma ciclovia no final do bairro, na Munir Hillal (poderia ser pior e não ter nenhuma!).
Qual será o resultado? O motorista chegando no bairro após grandes engarrafamentos vai ganhar "37,5 segundos" nos últimos 200 metros. Parabéns! Tem que lembrar que isso vai ser um incentivo para mais pessoas usar o carro e logo essa vantagem será perdido. Em poucos tempo.
O outro lado das coisas é que isso vai permitir que carros andam em maior velocidade e isso deve aumentar o fluxo de carros nessa ruas pequenas, colocando assim os ciclistas em situações mais delicadas, mais perigosas. Alguns continuaram a andar nessas ruas, talvez alguns serão atropelados na indiferença total. Outros desistiram de pedalar por medo. Os pedestres também não terão mais nenhuma vantagem em andar em ruas pequenas lotadas de carros e voltaram nas grandes avenidas mais movimentadas. Além do desincentivo ao uso da bicicleta no bairro, as ruas mais vazias abriram oportunidades para assaltantes e a violência no bairro poderá infelizmente aumentar. É isso tudo que infelizmente que pode ser previsto.
Todo isso para 37,5 segundos? Não seria mais interessante gastar o dinheiro de outra maneira?
Salvo leitores, eu não podia calar o cenário de desolação que encontrei semana passada no local onde será implantado o famoso "Portal do Príncipe". Já ouviram certamente falar dessa obra "maravilhosa na mídia?
Olhem que transformação maravilhosa! Cada vez menos arvores!
Parece que a Ilha de Vitória está se transformando rapidamente na Ilha de Pascoa !
Dizem que será maravilhoso! Que coisa inteligentíssima: Destruir tudo que atrapalha para a "solução final de mobilidade"! Ampliar uma via, duplicar, multiplicar (!) as pistas dos veículos motorizados. Dar prioridade ao transporte motorizado, de preferência individual! Construir novo viaduto para "dar fluidez ao trânsito". Tirar o gargalo, os gargalos. Isso é a tática defendida. Quem acredita ainda nela?
Também não há nenhuma ciclovia prevista nesse local como mostra o anúncio da prefeitura, enquanto precisa-se fazer várias conexões Centro-Cinco Pontes, Centro-Grande São Pedro, Cinco Pontes-Grande São Pedro Pare aí! Que maluquice é esta. A não esqueci "todas as obras do estado tem ciclovia". Devem ser ciclovias fantasmas então. Onde está a ciclovia da primeira fase da duplicação da rodovia José Sette? Ninguém a viu. Não falam daquele trecho de 150 m que foi colocado em frente do terminal no local sem cabimento afim que ninguém possa usar ela...
Lá fora, destroem viadutos e aqui construímos eles e ainda temos jornais e televisão de prontidão para ajudar nisso? Será que ainda acreditam numa boa vontade real dos planejadores ou ajudam em troca de dinheiro? Eu não poderia acreditar em nenhuma das duas possibilidades mencionadas acima entre ingenuidade ou ignorância e tremenda falta de ética. Será que é tão ruim assim?
Já podemos prever que esta obra vai desvalorizar a área do entorno, colocando carros em alta velocidade, tornando o espaço desumanizado. O que poderia ser feito? Reurbanizar, usar o espaço, criar espaço de convivência, café, bares etc... Nada isso infelizmente deve acontecer como podemos ver no projeto:
O que a gente vê? Asfalto, asfalto, estacionamento, via, viadutos... Bonitinho redondinho mas o que vai mudar para os motorista? Nada. Sim, pois vai "melhorar o trânsito da segunda ponte". Onde, como. Nada no projeto mostre que isso vai acontecer. Nem mais reta ficará como na briga da Praça da Cauê. Esqueci, sim. Algo vai mudar, dizem que as cargas serão delivradas 24 horas por dia no Porto. Estimativo de preço 20 milhões segundo um artigo do ESHoje. Alguém acredita que refazer isso tudo com um viaduto amais vai custar somente 20 milhões de reais? Muito difícil de acreditar!!
E em 2030, como será a próxima intervenção maravilhosa no Portal do Príncipe? Uma maravilha?
Hoje, é com muita emoção que li no portal da prefeitura que segundo o secretário de transporte José Eduardo Oliveira, a intenção é tornar essa ciclofaixa no Centro,
que hoje é usada apenas aos domingos e feriados, permanente. O secretário precisou que a ciclofaixa definitiva deve ser concluída até o final de outubro.
Finalmente, eu preciso tirar o meu chapéu para a prefeitura. Costumo não nomear políticos no blog para deixar ele mas apolítico mas vou parabenizar o prefeito Luciano Rezende que está evidentemente por trás dessa decisão.
EStamos agora esperando a implantação dessa ciclofaixa que vai dar segurança a todos os ciclistas passando nesse trecho altamente perigoso.
O blog Vitória sustentável se envolveu bastante nessa luta, talvez por eu conhecer esse problema diretamente, pois eu também sofro com a falta de segurança nesse trecho. Minha solução é evitar quase 100% desse trecho perigoso e passar pela cidade alta passando pela rotas alternativas que podem ser encontradas no mapa colaborativo.
Essa história começou há algum tempo!! No blog foram vários artigos.
11 de junho de 2010 O blog começou com minha primeira travessia de Vitória de bicicleta de Jardim Camburi até Itacibá! Foi realmente uma expedição e tanto para mim! Eu estava esperando a conclusão da ciclovia da Orla de Cariacica em Porto Santana e logo depois fui testar a nova possibilidade. Passei os cais andando na calçada elevado, portando a bicicleta nas calçadas etc... Foi épico!
Em 16 de novembro 2010, cadastrei uma proposta de ciclovia no Centro no portal Cidade Democrática (Proposta: ciclovia no Centro). Eu continuava atravessando o Centro, usando as calçadas dos Cais. Em 5 de junho de 2011 publiquei uma primeira rota para atravessar o Centro.
Em1 de outubro de 2011, nasceu a bicicletada de Vila Velha. As bicicletadas de Vila Velha e Vitória se juntaram no Centro de Vitória!
Em 5 de março de 2012, 3 dias após o falecimento da ciclista Juliana Ingrid Dias na avenida Paulista, no artigo "também poderia ter acontecido em Vitória", eu comparo a avenida Getúlio Vargas a avenida Paulista. A avenida Paulista permite evitar os morros e a avenida Getúlio Vargas se encontra entre a Cidade Alta e o mar sem alternativas, a não ser subir na cidade alta como costumo fazer.
Em 8 de junho de 2012, eu resgato uma informação antiga disponível no site da prefeitura de 2007 onde fala que a ciclovia em construção (da VIla Rubim), ligaria a Ponte Florentino Avidos até o Armazén 5 da Codesa. Faltou dois trechos. O trecho Ilha do Príncipe Ponte e Villa Rubim-Armazém 5. Porquê? Não sei! Ela já poderia estar pronta há 6 anos mas não aconteceu.
Em 1 de julho de 2012, eu faço um relato polêmico no qual dois veículos tirem fininhas extremamente perigosas. Algumas pessoas acreditam que furei um sinal o que não é verdade...
Em 16 de agosto de 2012, falo de novo da ciclovia do Centro, mencionando uma diretrizes da Política de mobilidade urbana: "a priorização das ciclovias em detrimento do estacionamento de carros nas vias".
Em 23 de abril de 2013, faço apelo ao prefeito me referindo a sua abordagem humanitária, pedindo para fazer a ciclovia do Centro com urgência! Antes que alguém morre nesse local. Tento reativar o abaixo assinado antigo de quase 2 anos.
No primeiro de novembro de 2013, a prefeitura apresentou um projeto de ciclovia no Centro de Vitória que foi aprovado na audiência pública! Em abril de 2014, compartilho um vídeo que o Ciclista Capixaba fez com Detinha, outra membro fundador do CUC! Nesse artigo compartilho um vídeo onde o secretário responde a pergunta do Luis Som, também membro do CUC referente ao prazo de implantação dessa ciclovia durante a audiência pública:
Faltou algum trecho nessa história que só conta o que acontece no Vitória Sustentável!
A prefeitura refez a ciclofaixa de Serafim Derenzi mas infelizmente ainda é muito perigoso andar nela, especialmente para quem anda no contrafluxo dos carros. Um ciclista fez um flagrante mostrando um comportamento extremamente perigoso de um motorista que invadiu a ciclofaixa com seu carro, em alta velocidade, numa curva fechada, ou seja com pouca visibilidade. Além desses erros graves, o motorista não desviou em nenhum momento dos ciclistas e não freou em momento algum, continuando com duas rodas dentro da ciclofaixa até cruzar os ciclistas.
PMV, por favor reaja, faça alguma coisa para proteger os ciclistas dos motoristas imprudentes na Serafim Derenzi, evite acidente, salve vidas. Não fique insensível como no caso da tinta escorregadia da ciclovia de Orla de Camburi. Termine a ciclofaixa da Serafim Derenzi e a transforma numa ciclovia com uma separação física.
Foi apenas um susto dessa vez e na próxima?
O DETRAN do Espírito Santo está de parabéns com a campanha "Compartilhe a rua" que mostre uma rua de todos, não só dos motoristas mas também dos ciclistas. Ela orienta os motoristas a ter um comportamento correto ao avistar um ciclista, reduzir a velocidade e para ultrapassar numa velocidade adequada, respeitando a distância lateral de segurança de 1,5 metros. A ocupação da faixa pelos ciclistas é necessária quando não há espaço suficiente para caber o ciclista na sua posição correta, o carro e os 1,5 metros. Assistem:
Quero mostrar como os ciclistas "devem" se comportar para aumentar seu conforto e sua segurança em casos espécíficos. A imagem abaixo destaca com circulo vermelho duas ruas que ficam numa das melhoras rotas para atravessar Vitória de Jardim Camburi até a Cinco Ponte e onde
Na rua Henrique Roseti (clique no link para ver a rua no google street view) que tem cruzamento com Leitão da Silva, precisa-se ocupar a faixa para não se colocar em situação de perigo pois a largura da faixa é pequena demais para que ocorre um ultrapassagem seguro pois ali, o ciclsita também não pode andar perto dos carros estacionado sob risco de ter um acidente caso uma porta de carro seja aberta no momento errado. Faço isso todos os dias com sucesso. Se não ocupar a faixa os motoristas costumam ultrapassar e de fato só pode ser perigoso ali devido a largura insuficiente da pista. Já fiz o teste para pesquisar sobre o comportamento dos motorista e deu isso mesmo! Perigo! De manhã cedo costuma-se não ter nenhum carro estacionado nessa rua e o ciclista pode andar sobre as vagas de estacionamento de carro sem precisar ocupar a faixa. É claro existem alguns motorista malucos e precisamos as vezes liberar a rua para estes malucos mas estes são relativamente raros e é extremamente difícil um motorista atropelar um ciclista ocupando a faixa numa rua pequena onde a velocidade é relativamente baixa. É claro também que dependendo da velocidade do ciclista a ocupação da faixa será mais facilmente aceita pelos motoristas. Na travessia de Vitória esse local é um dos menos agradável que uso pois a aceitação da ocupação da faixa ainda não é muito grande na cabeças dos motoristas.
Na parte destacada da avenida Carlos Moreira Lima (clique no link para ver a avenida no google street view), a largura é suficiente para o ciclista andar numa distância segura dos carros estacionado para ser ultrapassado por um carro numa distância lateral de 1,5 m. Portanto ali basta andar pedalando numa distância de cerca de 1,5 metro dos carros estacionados (para evitar uma abertura imprevista de porta de carro) para andar tranquilamente nessa via onde a velocidade dos carros é relativamente baixa, cerca de 40 km/h. Assim os carros já estão na velocidade adequada para ultrapassar um ciclista. Ali os conflitos com carro são extremamente raros e ocorrem somente em caso de motoristas perigoso dirigindo muito acima da velocidade, o que é extremamente raro.
De maneira geral o bairro Bento Ferreira e um local fácil para se deslocar de bicicleta pois, as pistas são largas, a velocidade dos carros é baixa.
Para saber mais como se comporta na rua tem que pesquisar sobre ciclismo veicular. Podem começar lendo esse artigo do blog vadebici.
Se você se desloca de bicicleta a noite como eu, seja visível! Isso pode evitar uma catástrofe. Os motoristas precisam te enxergar de longe!
Assiste esse vídeo que mostra como é visto um ciclista a noite. Mostre as diferenças entre a roupa clara ou escura, se tem refletores ou não e se tem faróis ou não. Faz muita diferença!
Refletor: nos raios, nos pedais, nas laterais dos pneus
Farol: dianteira e traseiro
Roupa: clara
No primeiro de novembro, a prefeitura apresentou um projeto de ciclovia para o Centro de Vitória durante uma audiência pública. O projeto teve aprovação. O projeto de ciclovia do Centro de Vitória (CODESA) deve ter padrão de qualidade internacionais como a ciclovia da Orla de Camburi. É previsto uma largura mínima de 2,3 metros e inclinação máxima de 7%. O projeto não contempla só ciclovia mas também prevê reurbanização com calçada.
Alguns meses antes, em agosto de 2013, dois membros do CUC, os Ciclistas Urbanos Capixaba, o Ciclista Capixaba, Rafael Darrouy e Detinha Som fizeram um vídeo para sensibilizar a sociedade a respeito desse problema.
No final da audiência pública, o secretário de transporte respondeu sobre a questão dos prazos de implantação:
O que você entenderam da fala do secretário de trânsito?
Será que essa ciclovia será licitada em 2014? Será que vamos ter que espera ainda muitos anos? Será que morrerá um ciclista no Centro antes da obra começar?
Enquanto na Grande Vitória, a abordagem de urbanização continua com conceitos obsoletos (30 anos de atrasos, infelizmente), no Rio de Janeiro o Programa Porto Maravilha prevê a reurbanização e revitalização da área do Porto. Esse programa já começou. O elevado da perimetral já foi derrubado no fim de 2013. A avenida prevista vai ter calçadas espaciosas e ciclovias(17 km), ser arborizada para receber pessoas. Enfim é uma área devolvidas as pessoas, pedestres e ciclistas.
Olhem a apresentação do projeto por Luiz Lobo, diretor das operações da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio(CDURP). Ele explica as mudança e fala que o elevado é a obra mais horrorosa do Rio de Janeiro!
O filme da demolição do elevado:
Uma materia que mostra o VLT e como será a nova avenid, toda arborizada com calçadas largas.
No mapa das rotas tem um acesso até lá. O mais tranquilo é andar pela Aleixo Netto para quem vem da Praia do Canto. Para quem está vindo da Praia do Suá, pela rua da escola Leonardo da Vinci (rua Elias Tomasi Sobrinho) onde a gente vê uma rota em azul.
Será que isso vai melhorar o fluxo dos carros no horário de pico? Há muitas dúvidas! Aumentar a velocidade aumenta frequentemente o tempo perdido nos engarrafamentos no horário de pico. Os carros chegam mais rápido nos pontos de engarrafamentos e trava mais... Não há nenhuma dúvida que essa medida vai excluir mais os ciclistas com essa velocidade maior.
O que dá certo?
Como assim? Os Franceses reduzem a velocidade no horário de pico para melhorar o trânsito. Como eles sabem que isso funciona? Eles medem o fluxo de carro. Que coisa bacana! Aqui, não funciona assim. Os motoristas reclamam dos engarrafamentos e do limite de velocidade. Ela é aumentada por gestores que não conhecem o assunto e não é medido o fluxo de carro para ver se dá certo. Infelizmente, provavelmente não vai dar certo se é feito o contrário lá fora onde estudem seriamente essas questões...A folha de São Paulo tem justamente um artigo falando sobre a redução de velocidade na França e que fala sobre isso. Vamos estudar antes de tomar medidas excludentes? http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/11/1375637-franca-reduz-velocidade-maxima-quando-detecta-lentidao-a-frente.shtml
Além disso, aumentar a velocidade pode provocar o aumento dos acidentes e como podemos ver ao buscar imagens da BR 101 na Serra no Google, a coisa já está bem feia.
A Terceira Ponte tem 3,33 km de extensão, vão principal com 70 m de altura.
Em São Francisco, Estados Unidos, a Golden Gate Bridge tem os mesmos 70 m no vão principal e comprimento de 2737 m.
A Golden Gate permite pedestres e ciclistas, e, em 76 anos de existência, nunca houve um único caso de ciclista ou pedestre que tenha sido levado pelo vento (argumento de quem é contra ciclovia na Terceira Ponte).