Moro no Brasil desde outubro de 2004.
Percebi rapidamente, na minha simples condição de ciclista urbano que excluir é uma coisa muito "normal". Senti isso na minha própria pele. Isso foi bom, me permitiu enxergar coisas que talvez nunca teria percebido na minha confortável França. Obrigado por isso a todos aqueles que me ajudaram nisso!
A lógica é simples. Ciclistas não podem andar nas ruas. Isso é aceito por muitos. É a desculpa para dizer que quando um ciclista morre, isso era normal. O Estado de Direito não existe a princípio para ciclistas mas pode haver exceção caso este pertencer a uma classe (suficientemente) "alta". Lembramos o caso de um executivo que comoveu o Brasil. Nesse caso a morte pode se tornar triste e inaceitável. Nesse caso o estado de exceção pode não se aplicar, a critério.
Quem manda nessas definições é a mídia que trabalha com a colaboração plena da
opinião pública.
Se, ao contrário, o ciclista atropelado se encontra na condição de "pobre", caso a morte dele acontecer, esta será, no melhor dos casos, socialmente aceita como algo normal, e, no pior dos casos, o ciclista chegará mesmo a ser culpado da sua própria morte sem verificação mesmo havendo grupos de inconformados, o "pessoal dos direitos humanos" ou os cicloativistas, por exemplo. Nesse caso, não é geralmente considerado mesmo necessário haver inquérito para verificar se o motorista errou, mesmo se este andava em altíssima velocidade ou a menos de 1,5 metros do ciclista, pois a culpa do ciclistas já é socialmente aceita automaticamente com o apoio da mídia. É o estado de execeção para o pobre ciclista.
Essa minha experiência de não garantia dos meus direitos individuais como ciclista urbano é longe de ser a pior das exclusão no Brasil, mas ela é uma caraterística de algo comum. Aqui os excluídos do estado de direito inclui em primeiro lugar os pobres. Isso já erra bem estabelecido antes de eu chegar no Brasil. Nos últimos anos, começou a se desenvolver um outro "inimigo interno", para o qual o estado de direito também não se aplica.
Atenção! Vocês, não poderão dizer que não sabiam o que estava acontecendo no Brasil! Aconselho a leitura desse artigo para entender mais sobre exclusão, estado de direito no Brasil e no mundo. Como não lembrar de momento
http://jornalggn.com.br/noticia/a-nova-natureza-do-estado-de-excecao-segundo-pedro-serrano
Vitória Sustentável, o blog que traz as informações sustentável para a cidade de Vitória. Traz também muitas informações referentes a bicicleta em Vitória.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Voltando ao carro
Começou alguns anos atrás. Peguei coragem para fazer a primeira travessia sustentável de Vitória, pedalando até meu trabalho em Cariacica. Foi assim que nasceu o Blog. Lutei muito para ver melhorias para os ciclistas. Cheguei até em falar em traffic calming no bairro Jardim Camburi. Isso era realmente pensar ao contrário! As pessoas querem mais espaços para os carros!
Compartilhei rotas mais seguras para ciclistas no Jardim Camburi, perto do Alvares Cabral e no Centro. Cheguei até em montar um mapa dessas rotas alternativas que hoje se encontram no mapa do Estado. Cheguei até a defender a implantação da ciclovia na Terceira Ponte que foi a proposta mais votada no orçamento popular do Estado!
Chegamos até a ter a ciclovia do Centro de Vitória construída, porém os ônibus ainda continuam ameaçando a vida dos ciclistas. Tomei portanto a decisão sábia de vender todas as minhas bicicletas e usar um meio de transporte mais seguro, o carro. Decidi voltar ao sedentarismo integral. O único item relacionado a bicicleta que guardei em nostalgia é o capacete que usarei doravante como motorista pois ele traz mais segurança para o motorista em caso de acidente.
Eu agradeço a todos os leitores do Blog pelos anos de convívios. Foi muito bom ter a companhia de vocês. Infelizmente o conservadorismo da sociedade, o conservadorismo na política tiveram razão das minhas utopias. As utopias não são para hoje ao contrário do que defende Chris Carlsson no seu livro Nowtopia que foi lançado no Brasil um ano atrás em Porto Alegre. Vamos deixar elas para a próxima gerações e curtir a vida. Chega de pensar no nosso planeta. Na próxima semana vou apagar o blog inteiro para evitar que outros encontrem ideias sustentáveis demais. Penso em abrir um novo blog mas ainda não decidi o nome. Estou pensando em Vitória insustentável, Vitória de carro é melhor, Carroativista Vitória. Espero as sugestões dos leitores para o nome do futuro blog!
Compartilhei rotas mais seguras para ciclistas no Jardim Camburi, perto do Alvares Cabral e no Centro. Cheguei até em montar um mapa dessas rotas alternativas que hoje se encontram no mapa do Estado. Cheguei até a defender a implantação da ciclovia na Terceira Ponte que foi a proposta mais votada no orçamento popular do Estado!
Chegamos até a ter a ciclovia do Centro de Vitória construída, porém os ônibus ainda continuam ameaçando a vida dos ciclistas. Tomei portanto a decisão sábia de vender todas as minhas bicicletas e usar um meio de transporte mais seguro, o carro. Decidi voltar ao sedentarismo integral. O único item relacionado a bicicleta que guardei em nostalgia é o capacete que usarei doravante como motorista pois ele traz mais segurança para o motorista em caso de acidente.
Eu agradeço a todos os leitores do Blog pelos anos de convívios. Foi muito bom ter a companhia de vocês. Infelizmente o conservadorismo da sociedade, o conservadorismo na política tiveram razão das minhas utopias. As utopias não são para hoje ao contrário do que defende Chris Carlsson no seu livro Nowtopia que foi lançado no Brasil um ano atrás em Porto Alegre. Vamos deixar elas para a próxima gerações e curtir a vida. Chega de pensar no nosso planeta. Na próxima semana vou apagar o blog inteiro para evitar que outros encontrem ideias sustentáveis demais. Penso em abrir um novo blog mas ainda não decidi o nome. Estou pensando em Vitória insustentável, Vitória de carro é melhor, Carroativista Vitória. Espero as sugestões dos leitores para o nome do futuro blog!
sábado, 20 de dezembro de 2014
As ciclorrotas da Grande Vitória
Na última sexta-feira, o Governo de Estado entregou o mapa das Ciclorrotas aos cidadãos da Grande Vitória.
Essas rotas foram disponibilizada em versão papel mas são também disponíveis no site do Instituto Jones Santos Neves nesse link:
http://www.ijsn.es.gov.br/Sitio/index.php?option=com_content&view=article&id=4171&Itemid=357. A gente encontra nessa página um link para o mapa das ciclorrotas em formato kml (abre no Google Earth)ou em pdf (arquivo pesado!).
A Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas do Espírito Santo (SETOP) coordenou as ações e reuniu vários ciclistas, do movimento Ciclistas Urbanos Capixabas, da Federação de Ciclismo, o Ciclista Capixaba e eu, Emmanuel, do Blog Vitória Sustentável e várias pessoas do Instituto Jones Santos Neves.
De fato, comecei a conhecer o conceito de ciclorrotas, na prática, depois de começar a atravessar a cidade de Vitória de bicicleta para ir trabalhar em Cariacica em junho de 2010. Um colega de trabalho, Aroldo, me falou de algumas rotas alternativas, em particular, em Bento Ferreira, a rua Chafic Murad muito usado pelos ciclistas (na frente da sede do jornal a Gazeta). Testei a rota e logo aprovei. Depois comecei um projeto de mapeamento de ciclorrotas que ampliou-se com a ajuda de Ricardo Mendes que vem melhorar o sistema de apresentação e atualização da ciclorrotas disponível na internet (link).
Essas rotas consistem em ruas onde a segurança e o conforto dos ciclistas é maximizado, voltando ao sonho de uma cidade antiga e já esquecida onde se tinha uma maioria de ciclista, menos poluição etc...
As caraterísticas dessa ruas são várias. Por ordem decrescente de importância, eu diria:
1) menor velocidade dos carros (idealmente 30 km/h ou menor que 40 km/h se for possível),
2) baixo fluxo de carro (menos poluição, facilidade de ultrapassagem do ciclista, menos conflitos),
3) maior largura das pistas, idealmente para comportar um ciclista, e um carro e uma distância de segurança,
5) arborização ou sombreamento da rua,
6) pavimentação da rua compatível com todos os tipos de bicicletas como as urbanas com pneu um pouco mais finos e não só as mountain bike,
7) baixa inclinação...
No site do instituo Jones Santos Neves, a gente encontra também outros mapas, o mapa das ciclovias (trabalho coordenando pela SETOP) nesse link:
http://www.ijsn.es.gov.br/Sitio/index.php?option=com_content&view=article&id=3779&Itemid=329
Essas rotas foram disponibilizada em versão papel mas são também disponíveis no site do Instituto Jones Santos Neves nesse link:
http://www.ijsn.es.gov.br/Sitio/index.php?option=com_content&view=article&id=4171&Itemid=357. A gente encontra nessa página um link para o mapa das ciclorrotas em formato kml (abre no Google Earth)ou em pdf (arquivo pesado!).
![]() |
| página das ciclorrotas no site do Instituto Jones Santos Neves |
A Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas do Espírito Santo (SETOP) coordenou as ações e reuniu vários ciclistas, do movimento Ciclistas Urbanos Capixabas, da Federação de Ciclismo, o Ciclista Capixaba e eu, Emmanuel, do Blog Vitória Sustentável e várias pessoas do Instituto Jones Santos Neves.
De fato, comecei a conhecer o conceito de ciclorrotas, na prática, depois de começar a atravessar a cidade de Vitória de bicicleta para ir trabalhar em Cariacica em junho de 2010. Um colega de trabalho, Aroldo, me falou de algumas rotas alternativas, em particular, em Bento Ferreira, a rua Chafic Murad muito usado pelos ciclistas (na frente da sede do jornal a Gazeta). Testei a rota e logo aprovei. Depois comecei um projeto de mapeamento de ciclorrotas que ampliou-se com a ajuda de Ricardo Mendes que vem melhorar o sistema de apresentação e atualização da ciclorrotas disponível na internet (link).
Essas rotas consistem em ruas onde a segurança e o conforto dos ciclistas é maximizado, voltando ao sonho de uma cidade antiga e já esquecida onde se tinha uma maioria de ciclista, menos poluição etc...
As caraterísticas dessa ruas são várias. Por ordem decrescente de importância, eu diria:
1) menor velocidade dos carros (idealmente 30 km/h ou menor que 40 km/h se for possível),
2) baixo fluxo de carro (menos poluição, facilidade de ultrapassagem do ciclista, menos conflitos),
3) maior largura das pistas, idealmente para comportar um ciclista, e um carro e uma distância de segurança,
5) arborização ou sombreamento da rua,
6) pavimentação da rua compatível com todos os tipos de bicicletas como as urbanas com pneu um pouco mais finos e não só as mountain bike,
7) baixa inclinação...
No site do instituo Jones Santos Neves, a gente encontra também outros mapas, o mapa das ciclovias (trabalho coordenando pela SETOP) nesse link:
http://www.ijsn.es.gov.br/Sitio/index.php?option=com_content&view=article&id=3779&Itemid=329
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Rua de pedestre na Glória em Vila Velha
Olhem a linda notícia que acabo de aparecer na minha timeline! A Glória vai ter uma rua de pedestre! Só conheço até agora a rua Sete no Centro de Vitória.Vai ser a segunda rua de pedestre da Grande Vitória? Obviamente não incluí a rua 24 horas do Triângulo das Bermudas que sempre tem carros.
Resgatei também um artigo da folha Vitória ("moradores de Jardim Camburi discutem mudancas no trânsito") que menciona uma possível rua de pedestres na Ranulpho Barbosa. É aquela rua curiosa que percorre o bairro em diagonal. Alguém sabe dizer qual era o projeto? Onde ficaria a rua de pedestres nessa rua?
Alguém sabe de outros projetos de ruas de Pedestres na Grande Vitória?
Resgatei também um artigo da folha Vitória ("moradores de Jardim Camburi discutem mudancas no trânsito") que menciona uma possível rua de pedestres na Ranulpho Barbosa. É aquela rua curiosa que percorre o bairro em diagonal. Alguém sabe dizer qual era o projeto? Onde ficaria a rua de pedestres nessa rua?
Alguém sabe de outros projetos de ruas de Pedestres na Grande Vitória?
sábado, 4 de outubro de 2014
Binários do Jardim Camburi. Tudo isso por 37,5 segundos
O bairro Jardim Camburi era um dos bairro mais fácil para se deslocar de bicicletas por ter várias ruas pequenas com baixo fluxo de carro e onde a maioria dos carros costumavam andar em baixa velocidade. Nada melhor para implantar ciclorrotas!
Infelizmente, o projeto de binárias que será implantao prevê somente o remanejamento do fluxo dos carros. Nenhuma ampliação de calçada prevista. Nenhuma ciclovia dentro do bairro, exceto uma ciclovia no final do bairro, na Munir Hillal (poderia ser pior e não ter nenhuma!).
Qual será o resultado? O motorista chegando no bairro após grandes engarrafamentos vai ganhar "37,5 segundos" nos últimos 200 metros. Parabéns! Tem que lembrar que isso vai ser um incentivo para mais pessoas usar o carro e logo essa vantagem será perdido. Em poucos tempo.
O outro lado das coisas é que isso vai permitir que carros andam em maior velocidade e isso deve aumentar o fluxo de carros nessa ruas pequenas, colocando assim os ciclistas em situações mais delicadas, mais perigosas. Alguns continuaram a andar nessas ruas, talvez alguns serão atropelados na indiferença total. Outros desistiram de pedalar por medo. Os pedestres também não terão mais nenhuma vantagem em andar em ruas pequenas lotadas de carros e voltaram nas grandes avenidas mais movimentadas. Além do desincentivo ao uso da bicicleta no bairro, as ruas mais vazias abriram oportunidades para assaltantes e a violência no bairro poderá infelizmente aumentar. É isso tudo que infelizmente que pode ser previsto.
Todo isso para 37,5 segundos? Não seria mais interessante gastar o dinheiro de outra maneira?
Infelizmente, o projeto de binárias que será implantao prevê somente o remanejamento do fluxo dos carros. Nenhuma ampliação de calçada prevista. Nenhuma ciclovia dentro do bairro, exceto uma ciclovia no final do bairro, na Munir Hillal (poderia ser pior e não ter nenhuma!).
Qual será o resultado? O motorista chegando no bairro após grandes engarrafamentos vai ganhar "37,5 segundos" nos últimos 200 metros. Parabéns! Tem que lembrar que isso vai ser um incentivo para mais pessoas usar o carro e logo essa vantagem será perdido. Em poucos tempo.
O outro lado das coisas é que isso vai permitir que carros andam em maior velocidade e isso deve aumentar o fluxo de carros nessa ruas pequenas, colocando assim os ciclistas em situações mais delicadas, mais perigosas. Alguns continuaram a andar nessas ruas, talvez alguns serão atropelados na indiferença total. Outros desistiram de pedalar por medo. Os pedestres também não terão mais nenhuma vantagem em andar em ruas pequenas lotadas de carros e voltaram nas grandes avenidas mais movimentadas. Além do desincentivo ao uso da bicicleta no bairro, as ruas mais vazias abriram oportunidades para assaltantes e a violência no bairro poderá infelizmente aumentar. É isso tudo que infelizmente que pode ser previsto.
Todo isso para 37,5 segundos? Não seria mais interessante gastar o dinheiro de outra maneira?
Deserto do Príncipe,Vitória sem árvores.
Salvo leitores, eu não podia calar o cenário de desolação que encontrei semana passada no local onde será implantado o famoso "Portal do Príncipe". Já ouviram certamente falar dessa obra "maravilhosa na mídia?
Olhem que transformação maravilhosa! Cada vez menos arvores!
Parece que a Ilha de Vitória está se transformando rapidamente na Ilha de Pascoa !
Dizem que será maravilhoso! Que coisa inteligentíssima: Destruir tudo que atrapalha para a "solução final de mobilidade"! Ampliar uma via, duplicar, multiplicar (!) as pistas dos veículos motorizados. Dar prioridade ao transporte motorizado, de preferência individual! Construir novo viaduto para "dar fluidez ao trânsito". Tirar o gargalo, os gargalos. Isso é a tática defendida. Quem acredita ainda nela?
Também não há nenhuma ciclovia prevista nesse local como mostra o anúncio da prefeitura, enquanto precisa-se fazer várias conexões Centro-Cinco Pontes, Centro-Grande São Pedro, Cinco Pontes-Grande São Pedro Pare aí! Que maluquice é esta. A não esqueci "todas as obras do estado tem ciclovia". Devem ser ciclovias fantasmas então. Onde está a ciclovia da primeira fase da duplicação da rodovia José Sette? Ninguém a viu. Não falam daquele trecho de 150 m que foi colocado em frente do terminal no local sem cabimento afim que ninguém possa usar ela...
Lá fora, destroem viadutos e aqui construímos eles e ainda temos jornais e televisão de prontidão para ajudar nisso? Será que ainda acreditam numa boa vontade real dos planejadores ou ajudam em troca de dinheiro? Eu não poderia acreditar em nenhuma das duas possibilidades mencionadas acima entre ingenuidade ou ignorância e tremenda falta de ética. Será que é tão ruim assim?
Já podemos prever que esta obra vai desvalorizar a área do entorno, colocando carros em alta velocidade, tornando o espaço desumanizado. O que poderia ser feito? Reurbanizar, usar o espaço, criar espaço de convivência, café, bares etc... Nada isso infelizmente deve acontecer como podemos ver no projeto:
O que a gente vê? Asfalto, asfalto, estacionamento, via, viadutos... Bonitinho redondinho mas o que vai mudar para os motorista? Nada. Sim, pois vai "melhorar o trânsito da segunda ponte". Onde, como. Nada no projeto mostre que isso vai acontecer. Nem mais reta ficará como na briga da Praça da Cauê. Esqueci, sim. Algo vai mudar, dizem que as cargas serão delivradas 24 horas por dia no Porto. Estimativo de preço 20 milhões segundo um artigo do ESHoje. Alguém acredita que refazer isso tudo com um viaduto amais vai custar somente 20 milhões de reais? Muito difícil de acreditar!!
E em 2030, como será a próxima intervenção maravilhosa no Portal do Príncipe? Uma maravilha?
Olhem que transformação maravilhosa! Cada vez menos arvores!
Parece que a Ilha de Vitória está se transformando rapidamente na Ilha de Pascoa !
Dizem que será maravilhoso! Que coisa inteligentíssima: Destruir tudo que atrapalha para a "solução final de mobilidade"! Ampliar uma via, duplicar, multiplicar (!) as pistas dos veículos motorizados. Dar prioridade ao transporte motorizado, de preferência individual! Construir novo viaduto para "dar fluidez ao trânsito". Tirar o gargalo, os gargalos. Isso é a tática defendida. Quem acredita ainda nela?
Também não há nenhuma ciclovia prevista nesse local como mostra o anúncio da prefeitura, enquanto precisa-se fazer várias conexões Centro-Cinco Pontes, Centro-Grande São Pedro, Cinco Pontes-Grande São Pedro Pare aí! Que maluquice é esta. A não esqueci "todas as obras do estado tem ciclovia". Devem ser ciclovias fantasmas então. Onde está a ciclovia da primeira fase da duplicação da rodovia José Sette? Ninguém a viu. Não falam daquele trecho de 150 m que foi colocado em frente do terminal no local sem cabimento afim que ninguém possa usar ela...
Lá fora, destroem viadutos e aqui construímos eles e ainda temos jornais e televisão de prontidão para ajudar nisso? Será que ainda acreditam numa boa vontade real dos planejadores ou ajudam em troca de dinheiro? Eu não poderia acreditar em nenhuma das duas possibilidades mencionadas acima entre ingenuidade ou ignorância e tremenda falta de ética. Será que é tão ruim assim?
Já podemos prever que esta obra vai desvalorizar a área do entorno, colocando carros em alta velocidade, tornando o espaço desumanizado. O que poderia ser feito? Reurbanizar, usar o espaço, criar espaço de convivência, café, bares etc... Nada isso infelizmente deve acontecer como podemos ver no projeto:
E em 2030, como será a próxima intervenção maravilhosa no Portal do Príncipe? Uma maravilha?
sábado, 20 de setembro de 2014
Ciclovia no Centro de VItória
Hoje, é com muita emoção que li no portal da prefeitura que segundo o secretário de transporte José Eduardo Oliveira, a intenção é tornar essa ciclofaixa no Centro,
que hoje é usada apenas aos domingos e feriados, permanente. O secretário precisou que a ciclofaixa definitiva deve ser concluída até o final de outubro.
Finalmente, eu preciso tirar o meu chapéu para a prefeitura. Costumo não nomear políticos no blog para deixar ele mas apolítico mas vou parabenizar o prefeito Luciano Rezende que está evidentemente por trás dessa decisão.
EStamos agora esperando a implantação dessa ciclofaixa que vai dar segurança a todos os ciclistas passando nesse trecho altamente perigoso.
O blog Vitória sustentável se envolveu bastante nessa luta, talvez por eu conhecer esse problema diretamente, pois eu também sofro com a falta de segurança nesse trecho. Minha solução é evitar quase 100% desse trecho perigoso e passar pela cidade alta passando pela rotas alternativas que podem ser encontradas no mapa colaborativo.
Essa história começou há algum tempo!! No blog foram vários artigos.
Em 7 de novembro de 2010 relatei uma fala de Coser no qual ele fala que a implantação da ciclovia do Centro de Vitória foi impedido por causa de um orgão misterios chamada FTU. Até hoje, ninguém conseguiu falar para mim qual era esse orgão!
Em 16 de novembro 2010, cadastrei uma proposta de ciclovia no Centro no portal Cidade Democrática (Proposta: ciclovia no Centro). Eu continuava atravessando o Centro, usando as calçadas dos Cais. Em 5 de junho de 2011 publiquei uma primeira rota para atravessar o Centro.
Em 1 de outubro de 2011, nasceu a bicicletada de Vila Velha. As bicicletadas de Vila Velha e Vitória se juntaram no Centro de Vitória!
Num artigo do 9 de outubro de 2011 mostro o plano cicloviário do PDU de Vitória no qual tem uma ciclovia e eu lanço um abaixo assinado para fazer a ciclovia entre a Ponte Florentino Avidos e a Praça do Papa. No evento que criei conjuntemente no facebook escrevo erradamente Fiorentino no lugar de Florentino :-/). O abaixo assinado tem hoje 526 assinaturas.
Em 5 de março de 2012, 3 dias após o falecimento da ciclista Juliana Ingrid Dias na avenida Paulista, no artigo "também poderia ter acontecido em Vitória", eu comparo a avenida Getúlio Vargas a avenida Paulista. A avenida Paulista permite evitar os morros e a avenida Getúlio Vargas se encontra entre a Cidade Alta e o mar sem alternativas, a não ser subir na cidade alta como costumo fazer.
Em 8 de junho de 2012, eu resgato uma informação antiga disponível no site da prefeitura de 2007 onde fala que a ciclovia em construção (da VIla Rubim), ligaria a Ponte Florentino Avidos até o Armazén 5 da Codesa. Faltou dois trechos. O trecho Ilha do Príncipe Ponte e Villa Rubim-Armazém 5. Porquê? Não sei! Ela já poderia estar pronta há 6 anos mas não aconteceu.
Em 1 de julho de 2012, eu faço um relato polêmico no qual dois veículos tirem fininhas extremamente perigosas. Algumas pessoas acreditam que furei um sinal o que não é verdade...
Em 16 de agosto de 2012, falo de novo da ciclovia do Centro, mencionando uma diretrizes da Política de mobilidade urbana: "a priorização das ciclovias em detrimento do estacionamento de carros nas vias".
Em 23 de abril de 2013, faço apelo ao prefeito me referindo a sua abordagem humanitária, pedindo para fazer a ciclovia do Centro com urgência! Antes que alguém morre nesse local. Tento reativar o abaixo assinado antigo de quase 2 anos.
No primeiro de novembro de 2013, a prefeitura apresentou um projeto de ciclovia no Centro de Vitória que foi aprovado na audiência pública! Em abril de 2014, compartilho um vídeo que o Ciclista Capixaba fez com Detinha, outra membro fundador do CUC! Nesse artigo compartilho um vídeo onde o secretário responde a pergunta do Luis Som, também membro do CUC referente ao prazo de implantação dessa ciclovia durante a audiência pública:
Faltou algum trecho nessa história que só conta o que acontece no Vitória Sustentável!
Finalmente, eu preciso tirar o meu chapéu para a prefeitura. Costumo não nomear políticos no blog para deixar ele mas apolítico mas vou parabenizar o prefeito Luciano Rezende que está evidentemente por trás dessa decisão.
EStamos agora esperando a implantação dessa ciclofaixa que vai dar segurança a todos os ciclistas passando nesse trecho altamente perigoso.
O blog Vitória sustentável se envolveu bastante nessa luta, talvez por eu conhecer esse problema diretamente, pois eu também sofro com a falta de segurança nesse trecho. Minha solução é evitar quase 100% desse trecho perigoso e passar pela cidade alta passando pela rotas alternativas que podem ser encontradas no mapa colaborativo.
Essa história começou há algum tempo!! No blog foram vários artigos.
11 de junho de 2010 O blog começou com minha primeira travessia de Vitória de bicicleta de Jardim Camburi até Itacibá! Foi realmente uma expedição e tanto para mim! Eu estava esperando a conclusão da ciclovia da Orla de Cariacica em Porto Santana e logo depois fui testar a nova possibilidade. Passei os cais andando na calçada elevado, portando a bicicleta nas calçadas etc... Foi épico!
Em 7 de novembro de 2010 relatei uma fala de Coser no qual ele fala que a implantação da ciclovia do Centro de Vitória foi impedido por causa de um orgão misterios chamada FTU. Até hoje, ninguém conseguiu falar para mim qual era esse orgão!
Em 16 de novembro 2010, cadastrei uma proposta de ciclovia no Centro no portal Cidade Democrática (Proposta: ciclovia no Centro). Eu continuava atravessando o Centro, usando as calçadas dos Cais. Em 5 de junho de 2011 publiquei uma primeira rota para atravessar o Centro.
Em 1 de outubro de 2011, nasceu a bicicletada de Vila Velha. As bicicletadas de Vila Velha e Vitória se juntaram no Centro de Vitória!
Num artigo do 9 de outubro de 2011 mostro o plano cicloviário do PDU de Vitória no qual tem uma ciclovia e eu lanço um abaixo assinado para fazer a ciclovia entre a Ponte Florentino Avidos e a Praça do Papa. No evento que criei conjuntemente no facebook escrevo erradamente Fiorentino no lugar de Florentino :-/). O abaixo assinado tem hoje 526 assinaturas.
Em 5 de março de 2012, 3 dias após o falecimento da ciclista Juliana Ingrid Dias na avenida Paulista, no artigo "também poderia ter acontecido em Vitória", eu comparo a avenida Getúlio Vargas a avenida Paulista. A avenida Paulista permite evitar os morros e a avenida Getúlio Vargas se encontra entre a Cidade Alta e o mar sem alternativas, a não ser subir na cidade alta como costumo fazer.
Em 8 de junho de 2012, eu resgato uma informação antiga disponível no site da prefeitura de 2007 onde fala que a ciclovia em construção (da VIla Rubim), ligaria a Ponte Florentino Avidos até o Armazén 5 da Codesa. Faltou dois trechos. O trecho Ilha do Príncipe Ponte e Villa Rubim-Armazém 5. Porquê? Não sei! Ela já poderia estar pronta há 6 anos mas não aconteceu.
Em 1 de julho de 2012, eu faço um relato polêmico no qual dois veículos tirem fininhas extremamente perigosas. Algumas pessoas acreditam que furei um sinal o que não é verdade...
Em 16 de agosto de 2012, falo de novo da ciclovia do Centro, mencionando uma diretrizes da Política de mobilidade urbana: "a priorização das ciclovias em detrimento do estacionamento de carros nas vias".
Em 23 de abril de 2013, faço apelo ao prefeito me referindo a sua abordagem humanitária, pedindo para fazer a ciclovia do Centro com urgência! Antes que alguém morre nesse local. Tento reativar o abaixo assinado antigo de quase 2 anos.
No primeiro de novembro de 2013, a prefeitura apresentou um projeto de ciclovia no Centro de Vitória que foi aprovado na audiência pública! Em abril de 2014, compartilho um vídeo que o Ciclista Capixaba fez com Detinha, outra membro fundador do CUC! Nesse artigo compartilho um vídeo onde o secretário responde a pergunta do Luis Som, também membro do CUC referente ao prazo de implantação dessa ciclovia durante a audiência pública:
Faltou algum trecho nessa história que só conta o que acontece no Vitória Sustentável!
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